Gustavo Munis Santana, de 20 anos, morreu após ser atingido por disparos efetuados por policiais militares; gravações são consideradas importantes para esclarecer a dinâmica da ocorrência

A Polícia Civil de São Paulo ainda aguardava, até o fim da tarde de segunda-feira (12), o recebimento das imagens das câmeras corporais dos policiais militares envolvidos na morte de Gustavo Munis Santana, de 20 anos. O caso ocorreu na madrugada de sábado (10), na Alameda dos Guaramomis, no bairro de Moema, zona sul da capital paulista.

De acordo com reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, haviam transcorrido mais de 60 horas desde a ocorrência sem que os investigadores tivessem recebido as gravações. Conforme as informações divulgadas pelo veículo, a solicitação de acesso às imagens foi encaminhada por e-mail ainda no sábado.

Ocorrência teve 45 disparos

O caso chamou a atenção pelo número de disparos realizados durante a ação policial. Segundo a reportagem, quatro policiais militares — três soldados e um sargento — efetuaram 45 tiros. A publicação informa que o jovem estava desarmado.

As imagens das câmeras corporais são consideradas relevantes para a apuração, pois podem ajudar a reconstruir a sequência dos acontecimentos e esclarecer as circunstâncias em que os disparos foram efetuados, inclusive se Gustavo já estava caído quando foi atingido.

Secretaria da Segurança Pública foi procurada

Ainda segundo a Folha de S.Paulo, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) não havia se manifestado sobre a demora no envio das gravações até a publicação da reportagem.

O veículo também informou que não obteve esclarecimentos sobre a eventual disponibilidade de armas de choque ou munições de impacto controlado entre os equipamentos utilizados pelos policiais envolvidos.

Jovem foi enterrado na segunda-feira

Gustavo Munis Santana foi enterrado na segunda-feira (12), dois dias após a ocorrência.

A análise das gravações e dos demais elementos reunidos durante a investigação poderá contribuir para esclarecer a dinâmica da ação policial e subsidiar a apuração das circunstâncias da morte.

Até que os fatos sejam devidamente esclarecidos pelas autoridades competentes, as circunstâncias da ocorrência devem ser tratadas com cautela, considerando a necessidade de investigação e análise das evidências disponíveis.

Fonte: Folha de S.Paulo.